Muito fixe! Mas quem escreveu o texto?

Pusemos quatro modelos de IA — a portuguesa Amália incluída — a caçar os anglicismos do nosso próprio texto. Mostramos tudo o que cada um assinalou e deixamos o veredito para si.

Acordo com um WhatsApp do João a comentar que algumas expressões do nosso artigo sobre a Amália soavam a inglês mal traduzido. A ironia era boa demais para deixar passar. E se puséssemos a própria IA portuguesa a apanhar esses traduzismos ? Fomos testar, com o nosso próprio texto na mesa de operações (exemplo de traduzismo) .

Demos as mesmas instruções aos quatro modelos — Opus e Sonnet (Anthropic, EUA), Mistral Large (França) e a Amália-9B (Portugal): encontrem as expressões que soam a inglês mal traduzido e proponham uma alternativa . Mesmas passagens, mesmo pedido, temperatura 0.

Aqui está o nosso texto tal como cada modelo o devolveria — com as correções de cada um aplicadas e destacadas. A primeira coluna é o original. Passe o rato — ou toque, no telemóvel — por cima de um destaque para ver a expressão trocada e a justificação. Não dizemos quem tem razão — decidam por vós.

Amália, a IA nacional, veio estagiar à Parla!

Pusemos a Amália, a inteligência artificial do Estado português lançada a 1 de julho, a trabalhar para a Parla!: ler leis e responder a cidadãos. Comparámos com o Claude Sonnet (EUA) e o Mistral Large (França). Uma comparação injusta, mas necessária para perceber quão pronta está a Amália para suportar aplicações reais. Pusemos a Amália, a inteligência artificial do Estado português lançada a 1 de julho, a trabalhar para a Parla!: ler leis e responder a cidadãos. Comparámos com o Claude Sonnet (EUA) e o Mistral Large (França). Uma comparação injusta, mas necessária para perceber até que ponto a Amália está pronta para sustentar aplicações reais / para servir de base a aplicações reais . Pusemos a Amália, a inteligência artificial do Estado português lançada a 1 de julho, a trabalhar para a Parla!: ler leis e responder a cidadãos. Comparámos com o Claude Sonnet (EUA) e o Mistral Large (França). Uma comparação injusta, mas necessária para perceber quão pronta está a Amália para sustentar aplicações reais / servir de base a aplicações reais . Pusemos a Amália, a inteligência artificial do Estado português lançada a 1 de julho, a trabalhar para a Parla!: analisar legislação e responder aos cidadãos . Comparámos com o Claude Sonnet (EUA) e o Mistral Large (França). Uma comparação injusta, mas necessária para perceber até que ponto a Amália está preparada para ser usada em aplicações reais . Colocámos a Amália, a inteligência artificial do Estado português lançada a 1 de julho, a ler leis e responder a cidadãos. Comparámos a Amália com o Claude Sonnet (EUA) e o Mistral Large (França). Uma comparação injusta, mas necessária para perceber quão pronta está a Amália para suportar aplicações reais.

A Amália é a primeira aposta séria do Estado numa IA soberana, desenvolvida em Portugal, afinada para a nossa língua com o nosso acervo cultural, para responder melhor aos portugueses. A Amália é a primeira aposta séria do Estado numa IA soberana, desenvolvida em Portugal, afinada para a nossa língua com o nosso acervo cultural, para responder melhor aos portugueses. A Amália é a primeira aposta séria do Estado numa IA soberana, desenvolvida em Portugal, afinada para a nossa língua com o nosso acervo cultural, para responder melhor aos portugueses. A Amália é o primeiro investimento sério do Estado numa IA soberana , desenvolvida em Portugal, ajustada à nossa língua e ao nosso acervo cultural , para servir melhor os cidadãos portugueses . A Amália é a primeira aposta importante do Estado numa IA soberana, desenvolvida em Portugal, adaptada a a nossa língua com o nosso acervo cultural, para responder melhor aos portugueses.

Soberania junta dois conceitos que convém separar.

• A soberania de dados é quando as perguntas dos cidadãos e os documentos do Estado ficam sob jurisdição europeia, e decide-se com onde é que o modelo corre. Ser aberto (como a maioria dos modelos chineses) ou fechado/proprietário (como os de referência estado-unidenses — ChatGPT, Gemini, Claude) não é a principal questão: • Um modelo proprietário operado sob lei europeia (como a API europeia do Mistral) proporciona soberania a nível europeu. • Um modelo aberto como o Llama da Meta/Facebook a correr na nuvem de uma empresa americana — mesmo num datacenter europeu — não, porque a lei americana lá chega. • O que conta é a jurisdição de quem aloja: não a licença do modelo, nem sequer o país onde está a máquina. • Os modelos abertos como a Amália permitem escolher onde os alojar/correr: por exemplo, nos servidores da Claranet ou Webtuga.

• A outra soberania é a capacidade de construir modelos para não dependermos de laboratórios americanos ou chineses. A Amália não é um modelo construído de raiz: foi construído sobre o EuroLLM (modelo europeu e multilingue) e especializado para o português europeu com mais dados (incluindo o arquivo da web portuguesa) e afinação própria. Portanto, aqui conseguimos soberania europeia porque já existe um modelo europeu.

As condições estão reunidas, mas na prática faltam dois passos fundamentais:

• «inteligência» — a versão que testámos tem apenas 9 mil milhões de parâmetros (um 22B foi prometido, mas o Mistral Large tem 6x mais). • Na prática, ninguém ainda pode usar, porque não está alojada em lado nenhum. Parte do investimento até 2027 é justamente para isso — «infraestrutura soberana». Até lá, quem quiser usar tem, como nós, de alugar uma GPU para correr a Amália, criar uma aplicação tipo ChatGPT por cima, etc.

É neste contexto — IA para portugueses, com base em tecnologia europeia, a preço de projeto público — que avaliámos se a Amália poderia sustentar a Parla!. Soberania junta dois conceitos que convém separar.

• A soberania de dados é quando as perguntas dos cidadãos e os documentos do Estado ficam sob jurisdição europeia, e decide-se com onde o modelo é executado . Ser aberto (como a maioria dos modelos chineses) ou fechado/proprietário (como os de referência estado-unidenses — ChatGPT, Gemini, Claude) não é a principal questão: • Um modelo proprietário operado sob lei europeia (como a API europeia do Mistral) proporciona soberania a nível europeu. • Um modelo aberto como o Llama da Meta/Facebook a funcionar na nuvem de uma empresa americana — mesmo num datacenter europeu — não, porque a lei americana tem alcance sobre ela . • O que conta é a jurisdição de quem aloja: não a licença do modelo, nem sequer o país onde está a máquina. • Os modelos abertos como a Amália permitem escolher onde os alojar ou executar : por exemplo, nos servidores da Claranet ou Webtuga.

• A outra soberania é a capacidade de construir modelos para não dependermos de laboratórios americanos ou chineses. A Amália não é um modelo construído de raiz: foi construído sobre o EuroLLM (modelo europeu e multilingue) e especializado para o português europeu com mais dados (incluindo o arquivo da web portuguesa) e afinação própria. Portanto, aqui conseguimos soberania europeia porque já existe um modelo europeu.

As condições estão reunidas, mas na prática faltam dois passos fundamentais:

• «inteligência» — a versão que testámos tem apenas 9 mil milhões de parâmetros (um 22B foi prometido, mas o Mistral Large tem 6x mais). • Na prática, ninguém ainda pode usar, porque não está alojada em lado nenhum. Parte do investimento até 2027 é justamente para isso — «infraestrutura soberana». Até lá, quem quiser usar tem, como nós, de alugar uma GPU para executar a Amália , criar uma aplicação tipo ChatGPT por cima, etc.

É neste contexto — IA para portugueses, com base em tecnologia europeia, a preço de projeto público — que avaliámos se a Amália poderia sustentar a Parla!. Soberania junta dois conceitos que convém separar.

A carregar a aplicação…